Como podem as letras agrupadas em palavras, e as palavras em frases, produzir transformações a nível individual e ainda mais maravilhoso que isso, a nível mundial? Como podemos fazer as palavras ampliarem as nossas vivências positivas, ou minimizarem os efeitos das vivências negativas?
1.- Aprenda a Comunicar Consigo
As palavras são o meio que temos de comunicar com as outras pessoas, e para sermos eficazes nessa comunicação devemos escolhê-las com cuidado,
por causa do efeito poderoso que têm. Já poderão ter existido alturas
em que sentiu que o trataram injustamente por palavras que proferiu com
intenção diferente da forma como foram recebidas. E em relação à forma
como fala consigo? Usa o vocabulário exacto que quer para cada situação?
O normal é usar um limitado número de vocábulos que
tentará ajustar a situações semelhantes e recorrer a atalhos,
nomeadamente generalizações como: “Os miúdos de hoje em dia são TODOS
mimados!” Será que são todos? Será que são alguns? Estaria a pensar numa
situação em particular?
2.- Expanda o seu Vocabulário
Para ser mais eficaz na sua comunicação consigo, o ideal seria usar a palavra certa para descrever cada situação, mas como existem variáveis infindáveis, necessitaria de um vocabulário infindável para ser o mais rigoroso possível. Vocabulários limitados levam a vivências limitadas. O uso de atalhos vocabulares podem levar a atalhos emocionais por vezes indesejáveis. Para controlar conscientemente as suas emoções deve escolher conscientemente o vocabulário que quer e o que for mais adequado para servir as suas intenções. Dizer “O fulano é CAVALHEIRO” terá certamente um impacto diferente de dizer “O fulano é ATENCIOSO e SIMPÁTICO”. Compare ainda dizer “O filme é EXCEPCIONAL” com “O filme é MUITO BOM”.3.- Mude o seu Vocabulário Habitual
Existem mais de meio milhão de palavras na Língua Portuguesa, no entanto é razoável estimar que devemos usar diariamente um número bem inferior. Talvez menos de 10 mil. Pouco e limitador não? Além do mais, essa sua selecção de palavras está a ajudá-lo no dia-a-dia a atingir os seus objectivos? Ou pelo contrário cria bloqueios e padrões estéreis, pouco produtivos e até anti-sociais?Visualize uma pessoa que admira e que poderia facilmente ser o seu modelo em alguma área na sua vida. Que tipo de vocabulário pensa que essa pessoa usa? Por exemplo, o Cristiano Ronaldo dirá para si: “Acredito que sou um jogador bom!” ou algo do género: “Acredito que sou um jogador fenomenal!”. Ou veja a frase já quase mítica do Mourinho “I think I’m a Special One”.
Nesta altura, o que eu quero que sinta, é que pode usar palavras que imediatamente o poderão fortalecer, ou pelo contrário enfraquecer. Esteja consciente disso. Só dessa forma pode substituir as que o levam a estados que não quer na sua vida, por outras que rompam esses padrões extremamente negativos. Não se tratará apenas uma questão de semântica. Usar vocabulário melhor pode levá-lo a ter uma vivência melhor.
Como exemplo, imagine que lhe é confiada uma tarefa aparentemente complicada. Se você disser para si “É impossível fazer isto” ou “Nunca vou conseguir terminar a tarefa a tempo”, entrará imediatamente num estado de bloqueio e o que vai suceder a partir daí é que toda a sua motivação e fisiologia corporal jogarão contra si. Sentir-se-á esgotado e sem forças para fazer o que quer que seja ainda antes de começar. Experimente substituir por algo mais construtivo como: “Fazer esta tarefa vai ser um desafio muito estimulante” ou “Ainda bem que me confiaram esta tarefa, porque só eu a conseguiria terminar dado o seu grau de dificuldade”. Qual lhe parece o vocabulário mais adequado para o levar a um estado maior de recursos?
Algumas frases de efeito:
- O bom humor é a única qualidade divina do homem. (Arthur Schopenhauer)
- A vida é maravilhosa se você não tem medo dela. (Charles Chaplin)
- Não é preciso entrar para a História para fazer um mundo melhor. (Mahatma Ghandi)
- A melhor maneira de tornar as crianças boas é fazê-las felizes. (Oscar Wilde)
- Ninguém consegue enganar-nos melhor que nós mesmos. (Johann Goethe)
- Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá quando isso acontecer. (Woody Allen)
- A fé pode ser definida como uma crença ilógica na ocorrência do improvável. (H.L. Mencken)
- É melhor ter um rendimento permanente do que ser fascinante. (Oscar Wilde)
- Mesmo quando não havia nenhuma esperança, procurei dar o melhor de mim. (Orson Welles)


Nenhum comentário:
Postar um comentário